CENTRO UNIVERSITÁRIO UDF
CURSO: PEDAGOGIA (Licenciatura)
DISCIPLINA: Fundamentos Metodológicos do Ensino da Arte e da Música II
PROFESSORA: Clarissa Barros
Pesquisa
Teatro de sombras como estímulo à abstração e produção textual cênica nas séries iniciais, segundo a BNCC
ESTUDANTES:
Janaina Sales Damascena;
Larissa Lemos da Silva Matos;
Luma Maria Araújo Chaves;
Stéfanie Ribeiro do Nascimento;
Thais Ketlen Alves da Silva Ferreira.
Luana Gonçalves Melgaço.
RGMs:
17781817
18548181
17721091
17663881
18980830
1766220
BRASÍLIA, 2018
Resumo
A presente pesquisa pretende abordar o desenvolvimento de um trabalho com Teatro de Sombras no ensino fundamental, com crianças do quarto ano, através da metodologia dos jogos teatrais de Viola Spolin.
Esta pesquisa foi escrita baseada nos trabalhos de Ricardo Japiassu e Ingrid Khoudela, ambos estudos aprofundados nos trabalhos desenvolvidos por Viola Spolin e seu método dos Jogos Teatrais, como também em periódicos das USP que tratam do tema Teatro de sombras e ensino fundamental.
Busca-se abordar o desenvolvimento de textos teatrais através dos jogos, despertar de uma consciência crítica de direito a apropriação e nutrição artística dos saberes estéticos pelos estudantes.
Palavras chave: Teatro de Sombras, Jogos Teatrais, Escola, Criação, fruição estética, expressão, nutrição artística.
O Teatro de Sombras é uma das mais antigas manifestações de teatrais existentes, segundo a revista Moin Moin surgiu em diversos países do Oriente com características que diferenciam uma técnica de outra e foi popularizado no Brasil e na Europa como Teatro de Sombras Chinês, embora a prática fosse comum em outros países também.
O Teatro de sombras contemporâneo teve seu marco aproximadamente durante os anos sessenta quando os espetáculos foram retomados por algumas companhias francesas que inovou com a criação e utilização de técnicas de produção e projeção de imagem, logo esquecida também, porém retomada cerca de uma década depois.
o Teatro de Sombras como “possível” arte teatral do presente, interligando os fios com as grandes tradições do passado e, principalmente, com a mais próxima a eles e a nós: o Teatro de Sombras francês3 e europeu do século XIX, que já havia elaborado, inovando a técnica, imagens de sombra que podem ser plenamente circunscritas à cultura visual ocidental. Esta tradição, se é que se pode falar em tradição neste caso, representou a única presença relevante do Teatro de Sombras em todo o Ocidente e foi a única, diferentemente das orientais, que se interrompeu . Sobreviveu somente um fio sutil, que constelou o século XX .
Com tantas pequenas, inorgânicas experiências. Esse fio foi sabiamente recolhido e tecido novamente nos anos Setenta, e por isto parece-me correto considerar aquele conjunto de experiências à origem de tudo o que nós hoje chamamos de Teatro de Sombras contemporâneo.
(MONTECCH, Frabrizio, moin moin, p. 26-27 , 2012)
O teatro de sombras chinês surgiu em Pequim e se estendeu ao resto do país, no princípio era tido como algo sagrado devida a fragilidade e efemeridade nos materiais utilizados na confeção da silhueta dos personagens, feitos com papel de arroz, destruído logo após o espetáculo. Posteriormente começaram a ser trabalhadas em couro de animais e envernizadas para adquirirem maior resistência. No surgimento era entretenimento exclusivo da elite porém expandiu-se para a periferia.
O teatro de sombras indiano, as sombras de Malabar eram tidas como as mais interessantes da índia e foi conhecido por guardar as mais ancestrais tradições da arte das sombras na índia, seu trabalho era de cunho religioso e era usado para contar histórias sobre a origem da vida e surgimento da terra.
Já na Turquia o teatro de sombras foi utilizado como recurso de expressão visual, uma vez que a representação clara de divindades ou do profeta Mohamed são proibidas pela religião muçulmana.
O teatro de sombras atualmente não abrange somente bonecos feitos de papel ou couro de animais, porém uma enorme possibilidade de criação através da exploração das formas do corpo e a manipulação de objetos. Esta ramificação do teatro de sombras é denominada Teatro de Sombras Contemporâneo e surgiu na França em meados do século XX.
A importância de se trabalhar o teatro de sombras no ensino fundamental
Ao olharmos uma imagem pela primeira vez, muitas vezes não conseguimos entender o que de fato existe porque apenas sentimos os seus aspectos. Somente iremos realmente perceber, organizando estas sensações para formarmos um percepto mental, ou seja, uma representação mental de um estímulo percebido.
Em outros momentos, percebemos coisas que não existem, como no caso de ilusões de ótica que, envolvem a percepção de informações visuais fisicamente não-presentes nos estímulos visuais sensoriais.
(OLIVEIRA, Fabiana Lazzari, moin moin 2012)
A nutrição estética plena é essencial na formação de cidadãos como Ricardo Japiassu exemplifica em Vista dos jogos teatrais na escola pública, é comum em nossa sociedade o ensino de arte ser tratado como simples adorno e restringi-lo às classes dominantes, desconsiderando que ele é centro de todos os processos biológicos e sociais pelos quais permeiam os seres humanos.
A abstração vem sendo construída juntamente com a sombra, os esquemas, através dos quais Piaget diz funcionarem as mentes das crianças, vão criando conexões diferentes e aprendendo novas formas de expressar o seu fazer artístico. Os trabalhos que requerem maior exposição do rosto ou visualização do aluno pelo público, podem gerar desconforto em crianças que possuem medo de palco ou dificuldades de expressão em público. O teatro de sombras contemporâneo vem com essa missão de quebrar os paradigmas e construir novos conceitos sobre a expressão e exploração de recursos, tal qual com o empoderamento do sujeito através do seu papel social como agente ativo no espetáculo, tanto na criação dos textos teatrais, como na execução dos papéis e por fim proporcionar prazer estético aos seus espectadores venha gerar no ator uma reflexão sobre o seu papel social e de artista na sociedade, gerando mais autoconfiança e liberdade de produção de pensamento.
Koudela, ressalta ainda o cuidado com a formação específica, voltada para os conteúdos epistemológicos que dimensionam o saber teatro, a prática teatral e o saber ensinar essa disciplina. Esses conhecimentos devem estar articulados com todas as outras dimensões do ato educativo, desenvolvendo a competência cultural da criança o com a formação de arte-educadores , uma vez que julga necessário que esses profissionais estejam preparados para dar o suporte necessário para esses estudantes receberem uma formação estética adequada.
Os Jogos Teatrais
Segundo Ricardo Japiassu, são procedimentos lúdicos com regras explícitas.
“No jogo dramático entre sujeitos (Faz-de-conta) todos são "fazedores" da situação imaginária, todos são"atores" Nos jogos teatrais o grupo de sujeitos que joga pode se dividir em "times" que se alteram nam nas funções de"atores"e de"público",isto
é,os sujeitos "jogam" para outros que os "observam" e "observam" outros que "jogam" Na ontogênese,o jogo dramático (faz-de-conta) antecede o jogoteatral.
Esta passagem do jogo dramático ao jogo teatral, ao longo do desenvolvimento intelectual da criança, pode ser explicada como"uma transição muito gradativa, que envolve o problema de tornar manifesto o gesto espontâneo e depois levar a criança à decodificação do seu significado, até que ela o utilize conscientemente,para estabelecer o processo de comunicação com a platéia.
Referências bibliográficas
file:///C:/Users/Senhora%20das%20Gal%C3%A1xias/Downloads/36153-Texto%20do%20artigo-42562-1-10-20120805.pdf
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